A hidroponia é uma tecnologia que permite o cultivo de plantas sem a utilização de solo. Neste sistema, as raízes das plantas são nutridas a partir de uma base de água potável e uma solução balanceada contendo os nutrientes fundamentais ao seu desenvolvimento.
Há alguns anos, o Riocampense IIsmar Borinelli, de 59 anos, e sua esposa, Jucélia Mees Borinelli, de 49 anos, aderiram ao sistema de hidroponia em sua propriedade. Além da satisfação em ter verduras de qualidade para o consumo próprio e para suprir parte da renda da família, a atividade chegou como uma terapia para o bem-estar da Jucélia.
Devido passar por problemas na coluna, Jucélia optou por trabalhar com as verduras hidropônicas, que são suspensas do chão, numa altura média de 80 cm, o que facilita o manuseio para a agricultora. "Eu gosto muito de trabalhar nesse cultivo".
A água é a base para o cultivo de verduras no sistema da hidroponia, diferente do cultivo tradicional, em solo, explica Jucélia. "A hidroponia é na água. O tradicional é direto no chão onde fica vulnerável aos bichinhos, e no sistema da hidroponia não, o cultivo é limpinho". A água tem que ser de poço artesiano.
Agrião, alface, rúcula, salsinha e cebolinha são as verduras cultivadas pelo casal de agricultores que tem satisfação de dizer que são verduras diferenciadas, especialmente por serem livres de agrotóxicos. "Nossas verduras têm mais qualidade, produzimos sem agrotóxicos, pois a gente faz de tudo para não usar. E comercialmente, nas lanchonetes e mercados o pessoal gosta mais", garante Jucelia.
O preço final das verduras hidropônicas é um pouco maior do que as verduras normais, comenta a produtora "A hidroponia tem mais gasto. Usamos três tipos de adubo. E o adubo está aumentando sempre, o que eleva o preço final. Usamos os adubos na água, que circula dentro dos canos, e tem o adubo foliar que passamos por cima das verduras", diz.
Alguns cursos aplicados pelo Senar foram importantes para que os produtores aperfeiçoassem as t´c nicas de cultivo. "O adubo foliar nós fizemos em casa mesmo e é algo que aprendemos nos cursos do Senar", conta Ismar.
Quando o casal iniciou, o cultivo era de 4 mil pés de verduras. "Hoje nós estamos com uma produção de 8 mil pés e conseguimos vender todos", conta Jucélia e acrescenta "Agora no inverno a verdura demora mais para se desenvolver, no verão vem mais ligeiro e automaticamente vende mais". Durante o verão as verduras levam de 25 a 30 dias para se desenvolverem, já no inverno, em média, de 40 a 45 dias. Esse sistema, se comparado com o cultivo tradicional, na terra, é o que produz mais rápido.
O sistema de hidroponia precisa ser desenvolvido em estufa com cobertura. Na propriedade Borinelli a estrutura é de ferro revestida e coberta com plástico transparente o que favorece a luz. "Se fica sem o plástico na cobertura e as verduras ficam no tempo, elas começam a apodrecer, principalmente por causa da umidade e calor. Mas com a cobertura fica sequinho", diz a produtora.
Ismar explica que o custo maior para cultivar verduras hidropônicas é o investimento com a estrutura. "Recentemente nós construímos uma estufa nova e o investimento já ultrapassou os 120 mil", conta o agricultor.
Foi através do conhecimento de um sobrinho, Cleiton Borinelli, que o casal iniciou no ramo da hidroponia. "Também visitamos algumas estufas em Pouso Redondo onde aprendemos um pouco e através de vídeos no youtube vamos nos aperfeiçoando", menciona Jucélia.
Por fim, Jucélia revela sua felicidade em trabalhar com as verduras "Eu, por mim, ficava o dia inteiro dentro da estufa, eu adoro trabalhar com as verduras. Eu gosto de entrar na estufa e ver tudo verdinho, tudo bonito. Na minha ideia, até que eu tiver saúde, quero tocar essa produção". Já Ismar, prefere o trabalho com as ovelhas que fazem parte da diversidade da propriedade Borinelli, localizada na comunidade de Rio Azul, em Rio do Campo.
A empresa Borinelli Verduras fornece seus produtos tanto para o comércio, como para a merenda escolar dos municípios de Rio do Campo e Santa Terezinha. "Para a merenda escolar de Santa Terezinha fornecemos a alface, já para de Rio do Campo fornecemos todas as espécies que cultivamos", explica Jucélia.
No período do inverno as verduras são colhidas à noitinha, já no verão a colheita ocorre de madrugada "Entre 3h30min e 4h da madrugada colhemos no verão", revela o casal.
Ao visitar a propriedade de Ismar e Jucélia, as pessoas se sentem bem em contemplar as verduras frescas e saudáveis "Algumas pessoas, de fora de Rio do Campo até comentam: ah, se a gente pudesse ter sempre perto essas verduras saudáveis", finaliza Jucélia.
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